sábado, 27 de junho de 2009

Italian Art Codex no Maria Antônia, em São Paulo!

Centro Universitário Maria Antônia
Até 16 de agosto de 2009.
Rua Maria Antonia, 294. Vila Buarque, São Paulo, SP.
Fone: (11) 3255.7182
Terça a sexta, das 10 às 21h; Sábados, domingos e feriados, das 10 às 18h.
Entrada gratuita.
Exposição realizada em parceria com o Istituto Italiano di Cultura São Paulo.



Marco Bagnoli, Sette dormienti, 1990. 50 x 30 cm.

Antonio Del Donno, Il Vangelo, 1985. 30 x 25 x 4 cm

Antonio Catelani. Parola, 1993. 40 x 30 x 5 cm

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Para os livros, assim como para as obras de arte, o título é a fonte imediata e necessária para a compreensão do conteúdo. Em filologia, um códice é um livro manuscrito. Nesta exposição, refere-se àquilo que é ‘escrito com as mãos’, fruto de um gênio criativo – neste caso, de alguns artistas italianos – que combina capacidade de realizar artefatos e escritura. A arte livreira é uma tradição toda italiana (um bom exemplo é o Hypnerotomachia Poliphili, impresso em Veneza, em 1499, pelo tipógrafo Aldo Manunzio) e prossegue na contemporaneidade, como testemunha este conjunto de livros proveniente da coleção do Centro per l´Arte Contemporanea Luigi Pecci, da cidade de Prato.

Ao longo de todo o século XX, os artistas renovaram a idéia de livro, superando a simples associação de texto e imagem (livro ilustrado) para ratificar uma inseparável fusão de forma e conteúdo: o objeto da tradição escrita torna-se obra de arte. Durante vinte anos, Luigi Pecci reuniu, no Centro de Documentação sobre Artes Visuais (CID/Arti Visive), uma coleção de livros de artistas da qual foi extraída para esta ocasião uma seleção italiana, desde os anos de 1960 até nossos dias, que reconstrói tanto a heterogeneidade do material recolhido quanto uma amostra do que foi realizado por artistas italianos nos últimos quarenta anos. A exposição apresenta trabalhos de expoentes de diversas tendências artísticas, livros de Fontana e Castellani, de mestres como Mauri ou Baruchello e de representantes da nova cena artística italiana – como Arienti, Barzagli, Borghi e Cattellan. A exposição é um percurso que vai desde a ‘obra-livro’ até obras ‘em formato de livro’ de Miccini e Pozzi, e testemunha que a trajetória de um artista supera atualmente qualquer categoria ou gênero.

Marco Bazzini
Diretor Artístico
Centro per l´Arte Contemporanea Luigi Pecci

Fonte: [www.usp.br/mariantonia]
Grata a Felipe Tonelli, graduando em Artes Plásticas na USP.