sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

100 notes - 100 thoughts



Série de cadernos publicados na dOCUMENTA 13 de Kassel, ocorrida neste ano na Alemanha.
Os cadernos são compilações realizadas a partir de fac-símiles de notas manuscritas, livros de artista e ensaios realizados por 100 escritores, artistas, cientistas, filósofos e teóricos cujo trabalho tem uma ligação temática com a dOCUMENTA 13.





quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

aberto fechado: caixa e livro na arte brasileira


A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta a exposição "aberto fechado: caixa e livro na arte brasileira", com cerca de 90 obras realizadas pelos artistas Amelia Toledo, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Antonio Dias, Artur Barrio, Cildo Meireles, Ferreira Gullar, Hélio Oiticica, Jac Leirner, Luciano Figueiredo, Lygia Clark, Lygia Pape, Mira Schendel, Paula Gaitán, Raymundo Collares, Regina Silveira, Regina Vater, Ricardo Basbaum, Rubens Gerchman, Sérgio Camargo, Tunga, Waltercio Caldas e Willys de Castro. Entre as obras selecionadas para a exposição estão sete obras dos anos 1950, 19 dos anos 1960, 30 dos anos 1970, duas da década de 1980, oito, três e uma dos anos 1990, 2000 e 2010, respectivamente.  

Em sua primeira empreitada curatorial para um museu brasileiro, o crítico de arte e curador britânico Guy Brett propõe uma análise sobre um fenômeno comum na arte brasileira: o uso da forma-caixa e da forma-livro nas obras de artistas brasileiros a partir da segunda metade do século XX. Por que, em uma época em que os artistas estavam preocupados em tirar a arte das galerias e dos museus e lançá-la “à vida real”, eles se interessaram por esses veículos restritos, fechados e que fortemente remetem às bibliotecas a aos arquivos? “Acredito que essa pergunta, escreve Brett, seja a chave para entender as experiências e os insights únicos que a vanguarda brasileira tem a oferecer”. Para Frederico Morais, critico de arte, “as duas formas de arte tiveram seu primeiro impulso entre os últimos anos da década de 1950 e a primeira metade da década de 1960, influenciadas pelo neoconcretismo. Com efeito, a ousadia criativa dos neoconcretos, aliada à elaboração de conceitos teóricos inovadores, como o de não-objeto, formulado por Ferreira Gullar, construiu uma base sólida para os novos experimentos formais. Esses conceitos foram vitais: a obra de arte como um “organismo vivo” e a participação ativa do espectador”.

Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praça da Luz, 2 São Paulo, SP 
De 20 de outubro de 2012 a 13 de janeiro 2013
www.pinacoteca.org.br 

Cildo Meireles, Estojo de geometria, 1977

 Antonio Dias, Solitário, 1979

sábado, 30 de julho de 2011

Além da Biblioteca :: exposição no Museu Lasar Segall, em São Paulo


A exposição Além da Biblioteca reúne obras que encontram sua configuração ideal no livro, evidenciando dois aspectos deste objeto: sua forma e seu conteúdo funcional.

Os trabalhos apresentados levantam especificidades formais do livro, que não deve ser visto como mero objeto, e sim como uma sequência de espaços, na definição de Ulises Carrión. As obras aqui expostas exploram a espacialidade do livro com a naturalidade de quem pertence ao universo criado por esse objeto, que é ao mesmo tempo mundano e enigmático.

Ao mesmo tempo que suporte e forma, o livro está presente nessas obras também com suas diferentes funções dentro do nosso cotidiano, afinal, este é o objeto usado pelas idéias como meio e veículo. Além da Biblioteca apresenta o atlas geográfico, o álbum de figurinhas, o dicionário, a enciclopédia, o romance, o caderno de desenho, o caderno de partitura, o livro de poesia, o flip-chart, e por aí vai.

Ao lançar um olhar sobre obras de arte que são livros, Além da Biblioteca disponibiliza ao público um recorte significativo da produção de arte contemporânea, respeitando as necessidades expositivas peculiares do livro de artista.

Ana Luiza Fonseca
Curadora

Artistas participantes
Ana Luiza Dias Batista
Coletivo Zine Parasita
Daniel Escobar
Edith Derdyk
Fabio Morais
Jorge Macchi
Lucia Mindlin Loeb
Marcius Galan
Marilá Dardot
Nicolás Páris
Odires Mlászho
Fabio Morais, Da série Oceanos (Indigo), 2006

Marilá Dardot, Cúmulus, 2008

Edith Derdyk, Fresta: livro-partitura, 2004

Odires Mlászho, Livro cego, 2010


Serviço
Museu Lasar Segall Rua Berta, 111. São Paulo, SP
Abertura: 30 de julho, sábado, 17 horas
Visitação: de 30 de julho a 23 de outubro de 2011. De terça a sábado e feriados das 14 às 19h; domingos das 14 às 18h

domingo, 22 de maio de 2011

O um e os muitos :: exposição de Guita Soifer em Curitiba

A exposição 'O um e os muitos', da artista Guita Soifer, acontece na Casa Andrade Muricy até 3 de julho, em Curitiba. A mostra reúne obras em gravura, pintura e fotografia. Entre as peças, há livros de artista dispostos em longas mesas.

Serviço
Exposição: GUITA SOIFER | O um e os muitos
Curadoria: Marco Silveira Mello
Visitação: até 3 de julho de 2011
Local: Casa Andrade Muricy. Alameda Dr. Muricy, 915. Centro, Curitiba
Horário de visitação: de terça a sexta-feira, das 10h às 19h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h
Entrada gratuita
Agendamento para visitas mediadas:(41) 3321 4816 | Setor Educativo da CAM
Informações: (41)3321-4798; www.cam.cultura.pr.gov.br; cmuricy@seec.pr.gov.br


Guita Soifer :: O um e os muitos

Nesta mostra estão trabalhos de Guita Soifer de diferentes momentos. Mas não é uma exposição retrospectiva. O esforço é de outra monta. Trata-se de objetivar um modo dessa poética expressar os termos de seu próprio território. Sempre me pareceu que Guita Soifer encontrara na gravura o meio mais propício para suas realizações. Aqui coube rever alguns diagnósticos. É um equívoco pensar que as razões desse fato advêm de uma ordem de especialização. Antes essa ocorrência se efetua em razão de que o imperativo de suas ações manifesta estreitas afinidades com a estrutura dessa forma de linguagem. A gravura é um ofício associado à multiplicação e as ações da artista buscam insaciavelmente, obsessivamente, a multiplicidade.

Mas, se a sua obsessão pela abundância estende uma correspondência entre suas ações e a “forma” da gravura, também é responsável por promover distanciamentos. É justamente por ter em vista a variedade que Guita se desapega da multiplicação que a gravura proporciona. A gravura perpetra vários do que é um e Guita faz preponderantemente monotipias. Faz da gravura um somente, mas que se abre em séries extensas, dando a ver que poderiam ser quase incontáveis.

A compulsão pela ordem dos muitos igualmente açoda capacidades expansivas, levando que a artista extrapole os limites desse campo, em princípio mais favorável, e se arrisque em diferentes territórios da linguagem. Enfim, é por perseguir a pluralidade que ela igualmente se dispõe à pintura, à fotografia e aos livros de arte.

Nos quadros dessa superfície extensiva, que reclama vários, a poética vai pulular de lá para cá e daqui para ali, agenciando obras em distintas linguagens. Não é de estranhar que os entes de distintos territórios encontrem disposições e até feições em comum. Afinal, desenvolvimentos promovidos em dado continente avançam em outro para mais tarde regressarem desdobrados, prontos a novos exercícios, aptos a realização de novas séries de variações.

Contudo, a obra de Guita Soifer não é movida unicamente por impulsos expansivos: a esses humores, convivem poderosas travas. Se as ações se lançam à frente ambicionando a variedade, elas se mostram sempre agarradas a um ambiente nuclear. Tudo ocorre como se os seus esforços nunca se desprendessem da gravidade do um. Como se a falta dessa presença tolhesse todo o sentido da ação. É por essa razão que as obras buscam orbitar séries, que a gravura apronta uma espacialidade capaz de causar um centro, que a pintura organiza uma miríade de pinceladas tendendo ao retraimento e que a pujante variedade ocorrida em seus livros se faça no interior de uma forma cuja natureza é o recolhimento.

O um e os muitos são os dois termos que esquadrinham o espaço poético de Guita Soifer. Quando um se encontra junto ao outro em uma mesma obra não é de forma alguma um abrandamento da disposição e sim a realização de um paradoxo. Nunca é demais dizer: não existe arte sem vergar a língua ao paradoxo.
Marco Silveira Mello

Fonte: Casa Andrade Muricy
Veja mais sobre os trabalhos de Guita Soifer em seu site.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Exposição do Grupo Rosa dos Ventos








A exposição “+papel”, coletiva das artistas do Grupo Rosa dos Ventos (UDESC/CNPq), apresenta uma reflexão acerca da materialidade do papel como veículo poético. Buscando dar forma a memórias e relações com esse material, as artistas exploram desde as mais íntimas e delicadas lembranças até relações com o outro e com a paisagem.

Algumas artistas exploram a materialidade do papel dobrando-o, empilhando-o e montando jogos por meio do recorte de letras. Por intermédio desses arranjos, criam mundos imaginários em mini-instalações, celebram os encontros, usam a metáfora do empilhamento como forma de compreender o adensamento de memórias causado pela passagem do tempo, e ainda remetem-nos a experiências lúdicas envolvendo o papel. A ideia de perda e recuperação da memória também está implícita na tentativa de fixar uma imagem em papel por intermédio do ato fotográfico. Alguns trabalhos evocam relações com a paisagem, como as gravuras em papel que são apresentadas junto a conchas coletadas num passeio pela praia.

Juliana Crispe convidou a amiga Bruna Mansani para brincar. “Um mundo de papel para Alice” mostra a personagem, pequena boneca de pano, de 1,5 cm, que dá nome à série iniciada em 2007, interagindo com pequenos animais, objetos em origami, produzidos por Bruna, na proporção da personagem. É a primeira vez que Alice, antes protegida por fotografias, aparece em cena.

Juliana Crispe, Um mundo de papel para Alice, 2009-2011
Instalação, origamis e Alice


O lúdico e o encontro se manifestam também nos trabalhos de Maria Araujo e de Rosana Bortolin. A partir de saquinhos de chá saboreados em um encontro entre amigas, Maria Araujo se lança ao jogo da conversa, da oferenda, do pottlach, devolvendo os restos do ritual, os saquinhos já utilizados, com marcas do uso e tingimento com pigmentos naturais e industrializados.

Maria Araujo, Casal, 2010
saquinhos de chá tingidos


“Papel de papel I e II”, de Rosana Bortolin, propõem uma alusão aos contatos lúdicos feitos com papel durante a remota infância. Recorte de letras, formação de palavras, empilhamento de papéis, criação de volumes. Folhas empilhadas, letras recortadas que unidas e ordenadas formam a palavra papel. O negativo do recorte e o positivo do recortado ao complementarem-se formam uma folha inteira. Segundo a artista, “é uma metalinguagem que define o conceito do objeto por meio do material do qual ele é feito”. O visitante poderá retirar esses recortes e levar consigo para montar e remontar.

Rosana Bortolin, Papel de papel I, Papel de papel II, 2009-2011
pilhas de letras de papel formando a palavra papel

“Sementeira”, obra de Sandra Correia Favero, segue outra linha. Considerando as inúmeras possibilidades de reprodução de imagens, a artista expõe a disseminação da estampa resultante de um processo secular sujeito ao abandono dentro de uma caixa forrada com conchas e caramujos. Sandra explica: “porque vivo em Sambaqui, sei o quanto estamos tentados a levar para casa essas pequenas “lembranças”. Sei o valor afetivo que elas incitam. As estampas estão colocadas ali como oferenda ao público e como estímulo a multiplicação do ato de gravar.”

Sandra Correia Favero, Sementeira, 2005
instalação com caixa de vidro, conchas e caramujos, cascas de ostras e mariscos,
estampas impressas a partir de matriz xilográfica


A memória é tema ainda dos trabalhos de Márcia Sousa e Marina Moros. “palimpsesto 1 [Helena]”, de Márcia Sousa, incita o espectador ao tato, à experiência do empilhamento de memórias e à sua recriação, originada no próprio gesto de empilhar. Um palimpsesto é uma página manuscrita, pergaminho ou livro cujo conteúdo foi apagado (mediante lavagem ou raspagem) e reescrito, normalmente nas linhas intermediárias ao primeiro texto ou em sentido transversal. Como num palimpsesto, a memória reescreve constantemente os fatos vividos. Camadas de espaços-tempo que se interpenetram e se transformam mutuamente. Por entre as linhas dessa escrita sempre transformada, é possível entrever as camadas inferiores, indícios do vivido. O trabalho de Márcia presentifica essa sobreposição, esse adensamento de memórias. O ato de empilhar reafirma a ideia de acúmulo e de entrelaçamento entre camadas. A transparência dos papéis permite a contaminação entre palavras, entre lembranças, entre tempos, entre espaços. Sob a escrita revelam-se outras escritas. O visitante poderá mover as folhas para desvendar o trabalho e experimentar a sensação de adensamento provocada pela ação de empilhar.

Márcia Sousa, palimpsesto 1 [Helena], 2009-2011
papéis transparentes empilhados, escrita em nanquim

Marina Moros joga com a etimologia das palavras “retrato” e “res”, para discutir, na obra “[restraho]”, o intervalo em que a imagem vira tangência nas armadilhas criadas pela fotografia pixográfica, onde a latência é substituída por jatos.

Marina Moros, [restraho], 2009-2011
fotografia, adesivo em vinil sobre parede, texto

Em “ser (des)contínuo”, Silvia Carvalho mostra uma série de quinze desenhos-pinturas feitos com bastões oleosos e tinta de terra sobre papel. São figuras femininas criadas a partir de leitura do livro "O Erotismo" de Georges Bataille.

Silvia Carvalho, ser (des)contínuo, 2009
desenhos sobre papel, instalados em sequência

A exposição “+papel”, do Grupo Rosa dos Ventos, pode ser visitada até o dia 6 de fevereiro.


Serviço

Exposição “+papel”

Museu Histórico de Santa Catarina, Palácio Cruz e Sousa
Praça XV de Novembro, 227. Centro. Florianópolis, SC.
Tel: (48) 3028.8091; e-mail: mhsc@fcc.sc.gov.br;
www.mhsc.sc.gov.br
Visitação: 14 de janeiro a 6 de fevereiro de 2011; terça a sexta-feira, 10 às 18h; sábado e domingo, 10 às 16h.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Leila Danziger

Leila Danziger, nomes próprios (livro), gravura sobre papel e óleo de linhaça (48 páginas)


"Na série Nomes próprios, trabalhei meu próprio sobrenome encontrado no Livro da memória da comunidade judaico-alemã, a imensa listagem dos judeus assassinados no Holocausto. O que motivou o trabalho foi o desejo de dar materialidade a estes nomes, resgatá-los da morte anônima e serial, expressa pela repetição da palavra "verschollen" (desaparecido), à qual corresponde a maioria dos nomes. Desaparecido significa carbonizado, transformado em fumaça, disperso no ar. A série de gravuras e livros foi, portanto, a tentativa de humanizar os nomes, materializá-los, reinscrevê-los no tempo e no espaço, dar-lhes aquilo que perderam: Corpo."
[Depoimento da artista no catálogo Marcas do corpo, dobras da alma, XII Mostra da Gravura de Curitiba, 2000, organizado por Paulo Herkenhoff e Adriano Pedrosa.]


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Seminário Publicações de Artista

9 e 10 de novembro de 2010
Centro de Artes da UDESC

Publicações de artista consiste num seminário que propõe uma reflexão em torno da produção e circulação de diferentes tipos de publicações de artista no contexto contemporâneo, além de propiciar um espaço para apresentação de publicações dos artistas e pesquisadores convidados. É proposto e organizado pelo Grupo de Pesquisa Rosa dos Ventos, do Centro de Artes da UDESC/CNPq.

Participam do seminário:

Fabio Morais, reside em São Paulo, vem desenvolvendo projetos de livros de artista, entre outras produções. Atualmente participa da 29ª. Bienal de São Paulo, junto com a artista Marilá Dardot com o projeto intitulado “Longe daqui aqui mesmo”, uma biblioteca de publicações produzidas por artistas.

Michel Zózimo, reside em Porto Alegre, atualmente realiza pesquisa sobre publicações de artista no programa de doutorado de Artes Visuais da URFGS.

Regina Melim, professora do Centro de Artes da UDESC, em 2006 criou a plataforma independente par(ent)esis para produzir e editar projetos artísticos e curatoriais cujo formato são de publicações.

Raquel Stolf, professora do Centro de Artes, produz e coordena o desenvolvimento de diversas publicações. De livros de artista a discos, “coisas avulsas” e “Sofás”, suas proposições envolvem relações entre escrita, leitura e escuta.

Nara Milioli, professora do Centro de Artes, por meio da produção de múltiplos (postais, cartazes, carimbos, objetos, adesivos, entre outros) investiga o conceito de paisagem clichê.

Aline Dias é artista, mestre em Poéticas Visuais pela UFRGS. Participa de diversas iniciativas de publicações e projetos curatoriais, como a revista bolor, catálogos e livros de artistas.

Márcia Sousa é artista visual e pesquisadora, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UDESC no qual desenvolveu o projeto de pesquisa O livro de artista como lugar tátil.

No decurso do seminário haverá também uma mostra de publicações, um espaço informal para mostrar e folhear publicações trazidas pelos convidados, assim como o lançamento e a distribuição de diversas publicações. Paralelo ao seminário acontecerá o lançamento da exposição DOBRAmentos :: livros em trânsito, uma mostra móvel e transitória de livros de artista, coordenada por Márcia Sousa.

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Serviço
O quê: Seminário Publicações de Artista
Onde: Auditório e Hall do Bloco Amarelo. Centro de Artes da UDESC. Av. Madre Benvenuta, n. 1907. Itacorubi. Florianóplis, SC.
Quando: 9 e 10 de novembro de 2010. Das 14h30 a 19h.
Quanto: Gratuito
Inscrições: até 8 de novembro pelo e-mail grupo_rosadosventos@yahoo.com.br. Enviar nome completo, e-mail, telefone e instituição a que está vinculado.
Realização: Grupo Rosa dos Ventos (UDESC/ CNPq)

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Programação

9 de novembro (terça-feira)

14h30 Fábio Morais Metido a Literarto
Fabio Morais apresentará parte de sua produção de publicações de artista em formato de livros. Ela nasce de sua paixão literária e da vontade de explorar uma outra literatura, ou subliteratura, siamesa às artes visuais, com quem divide o mesmo coração. Carinhosamente, o artista a chama de literartura.

Fábio Morais, Cordel.

15h30 Regina Melim Exposições Portáteis
Defino como um tipo particular de dispositivo curatorial, cujo objetivo é expandir a noção de espaço expositivo, bem como a própria noção de exposição. Desde 2006, com a criação da plataforma independente parentesis, tenho realizado projetos com estas características, tais como: PF (2006); amor: leve com você (2007); Coleção (2008), Conversas (2009); e Projeto A2 – Diego Rayck. São mostras para serem realizadas no espaço de uma publicação e que denomino de exposições portáteis.

Publicações par(ent)esis – Regina Melim

16h30 – Intervalo

17h Aline Dias Cadernos de desenho
Aline Dias apresentará um relato do processo de pesquisa e desenvolvimento do livro cadernos de desenho, abrangendo as seguintes questões: o que é um caderno de desenho (e o que não é). Para que serve: algumas das possíveis tipologias, usos e arquivos. O caderno como espaço de deriva, onde diferentes desenhos coexistem de forma simultânea, fora das classificações, organizações e hierarquias consolidadas. O caderno como espaço poroso, permeável e portátil, indissociável das circunstâncias de cada inscrição. O caderno e o espaço de exposição. Discurso e resíduo. O que pode um caderno: rasuras, desabafos e folhas em branco.

Pilha de cadernos (entrevista com Julia Amaral, foto de Diego Rayck)

17h30
Mostra de publicações e conversa



10 de novembro (quarta-feira)

14h30 Michel Zózimo Estratégias Expansivas: múltiplos e seus espaços moventes
Através da produção de objetos múltiplos e trabalhos gráficos [abarcando cartazes de cinema, adesivos, livros, publicações de bolso, instituições em escala reduzida, embalagens de remédios e selos postais] investiga-se as distintas formas de abordagem, circulação, apresentação e instauração em diferentes meios.

Michel Zózimo, múltiplo de 1

15h30 Raquel Stolf Palavra pênsil + escuta porosa
Raquel Stolf abordará algumas publicações que vem desenvolvendo e coordenando, a partir de seus processos e formas de apresentação/distribuição. De livros de artista a discos, “coisas avulsas” e “Sofás”, suas proposições envolvem relações entre escrita, leitura e escuta. Uma “escuta porosa”, imantada por uma “palavra pênsil”. Uma escrita e escuta minuciosas, atentas às flutuações entre sentido e não-sentido, entre ruído e silêncio.

Raquel Stolf, “Em branco”, 2004.
Múltiplo: cartões carimbados distribuídos em mini-prateleira branca
(tiragem infinita; tipografia: apropriação de carimbo). Foto: Raquel Stolf.


16h30 – Intervalo

17h Nara Milioli Recibo÷10 Observatório Móvel
Nara Milioli abordará a publicação RECIBO, dando ênfase ao quinto volume, Observatório Móvel, lançado em 2007 junto ao Projeto Contramão n. 10. Essa edição serviu como uma engrenagem que teve o intuito de agenciar projetos e ações relacionadas à proposições de circulação de idéias acerca da mobilidade como uma prática de reconhecimento da paisagem.

Nara Milioli, Recibo Recibo÷10 Observatório Móvel

17h30 Márcia Sousa DOBRAmentos
DOBRAmentos :: livros em trânsito é uma mostra móvel e transitória de livros de artista planejada para acontecer em espaços e momentos diversos. Para acionar as exposições foi desenvolvida a publicação-cartaz DOBRAmentos, cujas páginas são diálogos gráficos travados por cada artista com os livros integrantes da exposição. O cartaz transforma-se em livro a partir dos gestos de vinco/DOBRA executados pelo visitante-folheador.

Publicação DOBRAmentos em processo. Foto de agosto/2010.

18h Mostra de publicações e conversa

19h Lançamentos e distribuição de publicações (Hall do Ceart)

19h DOBRAmentos :: livros em trânsito (Sala de Desenho 3 – Hall do Ceart)



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Flips flips flips!

Descoberta!
Um site e blog especializados em flipbooks!
Plaf, Paola Dragonetti

Veja o blog dessa artista: http://cinedepapel.blogspot.com

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Oficina de extensão "A poética do livro de artista"

O Departamento de Artes Visuais do Centro de Artes da UDESC promove a oficina teórico-prática A poética do livro de artista, ministrada pela artista visual Márcia Sousa. Aberta à comunidade, a oficina é dirigida a artistas visuais e estudantes de arte. As aulas serão ministradas sempre às quartas-feiras pela manhã, com início em 29 de setembro e final previsto para 24 de novembro de 2010.

Há um amplo espectro de objetos poéticos que podem ser denominados livros de artista. Uma das concepções mais aceitas e difundidas é a de trabalhos artísticos concebidos levando-se em conta a conformação espaço-temporal característica do livro. Os aspectos constitutivos da forma escolhida funcionam, assim, como espaços ativos para a construção da obra. A estrutura física do livro, portanto, torna-se parte integrante do processo poético. Na contemporaneidade, o livro de artista tem sido elemento integrante no processo criativo de muitos artistas, e apresenta-se como fértil terreno para experimentações poéticas.


Nesta oficina pretende-se abrir um campo de possibilidades para que os alunos desenvolvam projetos artísticos em livro, a partir de discussões teóricas a respeito do livro como proposição artística e do compartilhamento de um espaço coletivo de interlocução e produção. Será proposto que os alunos pousem um olhar poético sobre a forma livro, que pensem no livro a partir de seu interior e suas especificidades estruturais e conceituais.
Devido ao restrito número de vagas, haverá uma seleção a partir das pré-inscrições enviadas para o e-mail livro_de_artista@yahoo.com.br.

A oficina será ministrada por Márcia Sousa, artista visual e pesquisadora, formada em Gravura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UDESC, no qual desenvolveu o projeto de pesquisa O livro de artista como lugar tátil.

Serviço
O quê: Oficina de extensão “A poética do livro de artista”
Onde: Centro de Artes da UDESC, atelier de gravura, prédio de Artes Visuais.
Av. Madre Benvenuta, 1907, Itacorubi. Florianópolis, SC.
Quando: quartas-feiras, das 9 às 12h. Início em 29 de setembro, final previsto para 24 de novembro de 2010.
Carga horária: 30 horas
Pré-inscrições até 25/09/2010, pelo e-mail livro_de_artista@yahoo.com.br
Divulgação da lista de selecionados: 27/03/2010
Vagas disponíveis: 12
Atividade gratuita


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Longe daqui, aqui mesmo :: convocatória para envio de publicações de artistas :: 29a. Bienal de SP


Como parte integrante da 29a Bienal de São Paulo, os artistas Marilá Dardot e Fabio Morais desenham um projeto que, para concretizar-se, depende da colaboração de artistas de todo o mundo. A dupla de participantes da próxima Bienal lança uma convocatória pública para construir coletivamente uma biblioteca de publicações produzidas por artistas.

As obras enviadas devem ser livros ou revistas feitas por um ou mais artistas, e que tenham uma tiragem mínima de 30 exemplares. As publicações serão expostas no Terreiro Longe Daqui, Aqui Mesmo, espaço de ativação e uso público da audiência da obra que Marilá e Fabio foram convidados a criar.

A coleção criada a partir das colaborações será disposta dentro dessa instalação interativa, aberta a consultas por parte do público. Após o encerramento da Bienal, ela permanecerá no arquivo histórico Wanda Svevo da Fundação Bienal de São Paulo.

Os terreiros da 29ª Bienal de São Paulo buscarão, cada qual a sua maneira, um diálogo entre artista e espectador, tornando mais permeável a fronteira que muitas vezes os separa. Na Bienal, haverá, além do Longe Daqui, Aqui Mesmo, outros cinco Terreiros, cada um dedicado a diferentes questões relativas ao pensar e ao fazer político por intermédio da arte. A obra de Marilá Dardot e Fabio Morais e o programa de debates, performances, projeções e leituras nos Terreiros fazem parte da discussão sobre arte e política lançada pela 29a. Bienal, intitulada Há Sempre um Copo de Mar Para um Homem Navegar.

Endereço para envio do material:

"Longe Daqui, Aqui Mesmo"
a/c Ana Francisca Salles Barros
Bienal de São Paulo, Parque do Ibirapuera, Portão 3, Pavilhão Ciccillo Matarazzo
CEP 04094-000, São Paulo, Brasil

Postagens até 10 de setembro de 2010!

Veja ao lado o convite aberto para envio das publicações. Clique na imagem e veja em dimensões mais ampliadas.