segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Raymundo Collares


Raymundo Collares, Gibi, 1972.
"Virar uma a uma - um gesto integrador de tempo e espaço - suas páginas de apenas cor e distribuir todas as possibilidades de novos conjuntos de planos, que os cortes oferecem em sucessivas surpresas de muito mudar, é como retornar à essência de alguns brinquedos de infância e aperfeiçoá-los pela procura do melhor equilíbrio de formas e cores. [...] os planos de papel em cor, emergindo e se sucedendo corte após corte na espaciotemporalidade, constituem toda a mínima/múltipla linguagem desses livros de Collares." (Roberto Pontual, em "O livro, livre").
Clique e veja um dos Gibis de Raymundo Collares sendo folheado.
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Hilal Sami Hilal



Ao longo de três décadas, Hilal Sami Hilal desenvolveu uma obra consistente, marcada pela sensibilidade com relação aos materiais: a forma é gerada por meio de atos físicos orientados por determinados princípios e conceitos. Antes de tudo, a obra de Hilal é uma celebração do fazer. O artista é o homo faber dos símbolos poéticos. Aquela ação física sobre o mundo implica em impregnar referências da história da arte, memória psíquica, ação da libido, aspectos teóricos da psicanálise (com especial interesse no pensamento de Lacan), a idéia de escritura e valores espirituais cristãos e islâmicos, já que a família Hilal é de origem síria. Por isso, cada uma de suas obras deve ser vista como uma poética de construção singular de um discurso de articulação de sentidos específicos. “O trabalho é como se fosse uma partitura e eu estivesse escrevendo um ritmo”, diz o artista. Paulo Herkenhoff
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Andy Warhol
Andy Warhol, Index (book), 1967."Das sucessivas páginas ou unidades do Index brotam (não mais de modo apenas figurativo, porém como surgimento real e concreto) pequenos aviões, castelos e cavaleiros medievais, incômodos saltos de sólidos, latas (em papel) de suco de tomate, balões infláveis de plástico, sanfonas vermelhas de som." (Roberto Pontual, em "O livro, livre")
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