segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Hilal Sami Hilal



Ao longo de três décadas, Hilal Sami Hilal desenvolveu uma obra consistente, marcada pela sensibilidade com relação aos materiais: a forma é gerada por meio de atos físicos orientados por determinados princípios e conceitos. Antes de tudo, a obra de Hilal é uma celebração do fazer. O artista é o homo faber dos símbolos poéticos. Aquela ação física sobre o mundo implica em impregnar referências da história da arte, memória psíquica, ação da libido, aspectos teóricos da psicanálise (com especial interesse no pensamento de Lacan), a idéia de escritura e valores espirituais cristãos e islâmicos, já que a família Hilal é de origem síria. Por isso, cada uma de suas obras deve ser vista como uma poética de construção singular de um discurso de articulação de sentidos específicos. “O trabalho é como se fosse uma partitura e eu estivesse escrevendo um ritmo”, diz o artista. Paulo Herkenhoff
Andy Warhol
Andy Warhol, Index (book), 1967.domingo, 26 de outubro de 2008
Espirais para Amanda
Foram fotografados por ela, por enquanto estavam dormindo, de capas fechadas...
Foram recebidos com entusiasmo!
Demorei para postar, as imagens, mas aí estão!!!Os espirais para Amanda parecem complementarem-se um ao outro: branco/preto, pequeno/grande, ocidente/oriente...
Em 4 de junho desse ano, Amanda escreveu para nossa turma de mestrado:Feliz como um chafariz, recebi hoje meus cadernos afetivos...
MARAVILHOSOS!!!
Envio fotos como prometi a Márcia e faço isso a todos para incentivá-los a encomendarem os seus.
Por enquanto, estão assim: intactos! Em branco, esperam que eu tenha tempo e inspiração para preencher suas folhas com cores, formas e palavras.
Quando isso acontecer, registro e mostro pra vocês.
Beijos a todos e a Márcia: MAIS UM VEZ OBRIGADA!!!
Buenas noches, frias...
Amanda.
Amanda, fiquei muito feliz em vê-la feliz com seus cadernos! Que sejam seus bons companheiros...Sortimento
Os cadernos afetivos costurados ultimamente estão encantadoramente sortidos...Criei algumas séries de pequena tiragem: holes, spirals, listrato...
Estão gritando para serem costurados, mas a dissertação de mestrado grita ainda mais alto... Por enquanto, as costuras vão ter que esperar... (snif!)
Abaixo, um laranja da série listratos:

segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Oficina teórico-prática:
LIVROS DE ARTISTA:
ENTRELAÇAMENTO ENTRE POÉTICA E TÉCNICA
Museu Victor Meirelles, Florianópolis
Ministrante: Márcia Sousa
Local: Sala Multiuso
9 e 10 de outubro das 14h às 18h
O Museu Victor Meirelles, em continuidade a série de oficinas que buscam aprimorar os conhecimentos de artistas e interessados em artes visuais, oferecerá, nos dias 09 e 10 de outubro, a oficina teórico-prática “Livros de Artista: Entrelaçamento entre Poética e Técnica”, com a artista plástica e pesquisadora Márcia Sousa. Esta oficina pretende apresentar conhecimentos teóricos a respeito das possibilidades do livro de artista contemporâneo bem como fornecer um instrumental básico para a confecção de cadernos e livros em suportes tradicionais. O principal objetivo da oficina será ampliar o território de possibilidades expressivas e formais para estudantes e artistas, apresentando também o livro como espaço primário para proposições poéticas.
Programa:
1º. dia:
- Introdução ao tema livro de artista / estrutura / conceitos básicos para a construção de livros de artista;
- Apresentação de bibliografia;
- Técnica de encadernação em concertina e outras possibilidades em fold books (livros em dobra).
2º. dia:
- Produção contemporânea: artistas e livros de artista;
- Técnica de costura japonesa e seus desdobramentos.
Sobre a ministrante: Márcia Sousa é artista plástica e pesquisadora, bacharel em Gravura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (1998) e em Comunicação pela Universidade Federal do Paraná (2002). Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), no qual desenvolve o projeto de pesquisa O livro de artista como lugar tátil para as poéticas artísticas contemporâneas. Participou de diversas exposições de fotografia e gravura e, atualmente, desenvolve projetos poéticos em fotografia, desenho e em livros de artista.
Material que o participante deverá trazer sem falta no dia da oficina:
1 – 4 folhas de papel colorido tamanho A3, gramatura 180g.
2 – Corte de 50cm de tecido de fibras naturais, preferência algodão puro (pode ser chita, morin, algodão cru, linho, etc)
3 – Esquadro para desenho técnico
4 – Régua de 30cm
5 – Lapiseira, borracha, tesoura
6 – Linhas para bordado ou outros fios resistentes, fitas de cetim de cores e espessuras variadas
Pré-requisitos para a oficina:
Habilidade manual; experiência com materiais de corte e medição (estilete, esquadro, régua); interesse por técnicas de encadernação.
Público alvo: Estudantes de artes plásticas, design, comunicação; artistas plásticos.
Pré-inscrição até 02 de outubro de 2008
Para esta oficina estarão disponíveis 20 vagas.
A oficina é gratuita, mas as vagas são limitadas. Interessados em participar devem encaminhar até o dia 02 de outubro de 2008 seu pedido de inscrição com os dados abaixo para museu.victor.meirelles@iphan.gov.br . O resultado da seleção será divulgado por e-mail até o dia 03 de outubro.
Nome completo:
Telefone:
E-mail:
Formação:
Área de atuação profissional:
Instituição:
Por que tem interesse em participar desta oficina?
É membro da Associação de Amigos do Museu Victor Meirelles?
Pedimos aos inscritos que tiverem seu pedido de inscrição deferido e não puderem comparecer à oficina que avisem o quanto antes para que possamos disponibilizar as vagas para outros interessados.
O quê: Oficina teórico-prática: LIVROS DE ARTISTA: ENTRELAÇAMENTO ENTRE POÉTICA E TÉCNICA
Onde: 09 e 10 de outubro das 14h às 18h
Onde: Sala Multiuso do MVM
Vagas: 20
Quanto: gratuito
Caso não queiram mais receber este informativo, favor responder com o assunto RETIRAR.
Para saber mais sobre o museu, acesse o site: www.museuvictormeirelles.org.br
Mais Informações:
Museu Victor Meirelles
Rua Victor Meirelles, 59 - Centro - Florianópolis
Fone / Fax : 32220692
museu.victor.meirelles@iphan.gov.br
www.museuvictormeirelles.org.br
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
sábado, 19 de abril de 2008
O companheiro azul


Para GleyceCuritiba, 30 de maio de 1999.
Quero sorrir de novo poesia.
Quero cheirar a patchouli ou a lavanda só para ser mais poesia.
Quero ver mãos leves que passeiam como se flutuassem.
Quero ouvir a voz doce que chama o irresistível sono de profundezas.
Quero a paz das tardes de domingo.
Quero a conversa serena, os recados escritos, o entusiasmo da descoberta.
Quero comer margaridas só para ser mais poesia.
Quero andar sobre as ondas rendadas de um eterno mar.
Quero a quietude debaixo da árvore e a sutileza do ar veloz se enroscando no pescoço.
Quero ver as praias do sem fim.
Quero me pintar de azul só para ser mais poesia.
Quero caminhar sob as sombras perfumadas do jardim das coníferas.
Quero sorver o ar dos sonhos que às vezes rolam pelo chão para tornarem-se estrelas de um céu recém-nascido.
Quero balançar nos galhos da laranjeira só para ser mais poesia.
Quero abrir as comportas e fluir...
Uma história da sombra e um caderno escondido
Esta semana fazendo faxina nas minhas estantes... eis que lá estava há muito escondida... uma caixinha sua, com um belo caderno dentro! Quantas lembranças minha irmã... e então fiz estas fotos para você.




O primeiro sabor do qual se recorda foi uma cenoura.O primeiro cheiro, um limão partido ao meio.
Recorda que chorou quando descobriu a distância.
E recorda que certa manhã ocorreu o descobrimento da sombra...

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