


livros de artista, cadernos, caixas, aproximações e expansões...
Demorei para postar, as imagens, mas aí estão!!!
Em 4 de junho desse ano, Amanda escreveu para nossa turma de mestrado:
Amanda, fiquei muito feliz em vê-la feliz com seus cadernos! Que sejam seus bons companheiros...
Os cadernos afetivos costurados ultimamente estão encantadoramente sortidos...
Oficina teórico-prática:
LIVROS DE ARTISTA:
ENTRELAÇAMENTO ENTRE POÉTICA E TÉCNICA
Museu Victor Meirelles, Florianópolis
Ministrante: Márcia Sousa
Local: Sala Multiuso
9 e 10 de outubro das 14h às 18h
O Museu Victor Meirelles, em continuidade a série de oficinas que buscam aprimorar os conhecimentos de artistas e interessados em artes visuais, oferecerá, nos dias 09 e 10 de outubro, a oficina teórico-prática “Livros de Artista: Entrelaçamento entre Poética e Técnica”, com a artista plástica e pesquisadora Márcia Sousa. Esta oficina pretende apresentar conhecimentos teóricos a respeito das possibilidades do livro de artista contemporâneo bem como fornecer um instrumental básico para a confecção de cadernos e livros em suportes tradicionais. O principal objetivo da oficina será ampliar o território de possibilidades expressivas e formais para estudantes e artistas, apresentando também o livro como espaço primário para proposições poéticas.
Programa:
1º. dia:
2º. dia:
Sobre a ministrante: Márcia Sousa é artista plástica e pesquisadora, bacharel em Gravura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (1998) e em Comunicação pela Universidade Federal do Paraná (2002). Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), no qual desenvolve o projeto de pesquisa O livro de artista como lugar tátil para as poéticas artísticas contemporâneas. Participou de diversas exposições de fotografia e gravura e, atualmente, desenvolve projetos poéticos em fotografia, desenho e em livros de artista.
Material que o participante deverá trazer sem falta no dia da oficina:
1 – 4 folhas de papel colorido tamanho A3, gramatura 180g.
2 – Corte de 50cm de tecido de fibras naturais, preferência algodão puro (pode ser chita, morin, algodão cru, linho, etc)
3 – Esquadro para desenho técnico
4 – Régua de 30cm
5 – Lapiseira, borracha, tesoura
6 – Linhas para bordado ou outros fios resistentes, fitas de cetim de cores e espessuras variadas
Pré-requisitos para a oficina:
Habilidade manual; experiência com materiais de corte e medição (estilete, esquadro, régua); interesse por técnicas de encadernação.
Público alvo: Estudantes de artes plásticas, design, comunicação; artistas plásticos.
Pré-inscrição até 02 de outubro de 2008
Para esta oficina estarão disponíveis 20 vagas.
A oficina é gratuita, mas as vagas são limitadas. Interessados em participar devem encaminhar até o dia 02 de outubro de 2008 seu pedido de inscrição com os dados abaixo para museu.victor.meirelles@iphan.gov.br . O resultado da seleção será divulgado por e-mail até o dia 03 de outubro.
Nome completo:
Telefone:
E-mail:
Formação:
Área de atuação profissional:
Instituição:
Por que tem interesse em participar desta oficina?
É membro da Associação de Amigos do Museu Victor Meirelles?
Pedimos aos inscritos que tiverem seu pedido de inscrição deferido e não puderem comparecer à oficina que avisem o quanto antes para que possamos disponibilizar as vagas para outros interessados.
O quê: Oficina teórico-prática: LIVROS DE ARTISTA: ENTRELAÇAMENTO ENTRE POÉTICA E TÉCNICA
Onde: 09 e 10 de outubro das 14h às 18h
Onde: Sala Multiuso do MVM
Vagas: 20
Quanto: gratuito
Caso não queiram mais receber este informativo, favor responder com o assunto RETIRAR.
Para saber mais sobre o museu, acesse o site: www.museuvictormeirelles.org.br
Mais Informações:
Museu Victor Meirelles
Rua Victor Meirelles, 59 - Centro - Florianópolis
Fone / Fax : 32220692
museu.victor.meirelles@iphan.gov.br
www.museuvictormeirelles.org.br


Para Gleyce



O primeiro sabor do qual se recorda foi uma cenoura.



Agora, tenho este minúsculo caderno que me lembra as delicadezas de minha amiga. Também tenho o cartão de Natal que escrevi para ela, nunca enviado. Dentro do cartão e dentro deste caderno, o tempo...
Ficamos tristes aqui embaixo sem você...

O fato de Frida Kahlo incluir parte da sua obra gráfica no seu diário pessoal converte a este último numa peça quase única entre os “jornais íntimos” dos que se têm conhecimento. Esta coleção de imagens difere do típico caderno de esboços de artista, habitualmente utilizados para guardar traços preliminares de obras posteriores, ou melhor, para pôr em formato reduzido a solução de quadros maiores. Só numa ocasião a pintora transformou um desenho realizado a tinta, incluído no diário, num quadro em grande escala. E diferente dos outros, Frida Kahlo deixa de lado os acontecimentos quotidianos e expressa no seu diário – como Virgínia Woolf – uma marca de sentimentos (e imagens) que não se encontra em mais nenhuma outra parte. Desta maneira, estas páginas deverão ser contempladas com uma certa perplexidade já que o retrato que ela faz de si mesma, neste caso, constitui tanto na cor como nas linhas, a prosa e a poesia – a imagem da artista sem máscara.
Quase todas as ilustrações do Diário foram efetuados de forma espontânea. Para ela são janelas que lhe permitem penetrar no inconsciente, imagens que ela moldava diretamente e, continuamente, elaborava. Depois de garatujar com total liberdade, Frida punha o seu ser racional (ou ao menos, parte dele) mãos à obra, e partindo de sua extensa bagagem de imagens, reais e imaginárias, as figuras biomorfas convertem-se em rostos, partes do corpo humano, animais e paisagens. O seu poço visual era profundo, alimentado por uma voracidade na leitura, hábito que a artista cultivou durante os seus largos períodos de convalescência.
Frida Kahlo escreveu o seu Diário durante os últimos dez anos da sua vida e documentou nele a sua deteriorização física. As feridas registram-se esporadicamente, o que torna difícil estabelecer uma terrível progressão – regressão – à medida que a artista enfrenta a solidão e o terror que lhe produzem as suas enfermidades. (...) O Diário reflete a sua incansável luta na busca de soluções em seu sofrimento, a sua resignação às prescrições dos médicos, assim como o seu freqüente estoicismo ante os contínuos fracassos.






